13 de outubro de 2016

O BODECO BACHAREL


"Leitor meu, tão estimado,
Minha razão de escrever,
Eis me aqui mais do que honrado
Por lhe fazer conhecer
A desdita do caprino
Que, por força do destino,
Interessou-se por ler.

Em terra de gente simples
Sucedeu-se todo o drama.
Num rancho do semi-árido
(Muita pedra, pouca rama),
No meu Estado natal,
Que sempre foi, por sinal,
Berço de bodes de fama."

Num humilde rancho cearense havia um aprisco povoado por ordinários caprinos mestiços, destes que tanto se vê sertão afora. Porém, pra surpresa dos criadores, um bodeco esquisito parecia ter uma inclinação inata pela leitura.Conheça a história do Bodeco bacharel, romance de cordel em setilhas do poeta Eduardo Macedo.

Folheto convencional, 11 x 16 cm, com 20 páginas. Edições E. Macedo.

10 de outubro de 2016

O RABEQUEIRO DO BREJO E O TRINADO DO DIABO


"Após quase cem passados
Pouca coisa inda me resta;
As mãos já não firmam mais,
A vista pra nada presta,
As pernas são varas secas,
A boca tudo detesta.

Mas já fui bom vivedor,
Quando rapaz tive glória.
Meus dedos eram ligeiros,
Na rabeca fiz história.
Em quantos sambas toquei
Não puxo pela memória!"

Conheça a história de Gilberto José, o grande rabequeiro do Brejo do Reguengado. Descubra como ele, em plena época de decadência deste instrumento ancestral, conseguiu se consagrar famoso e ajudou a perpetuar a rabeca nos "sambas" sertanejos. Inspirado na história do violinista barroco Giuseppe Tartini, o romance conta com uma narrativa empolgante em primeira pessoa, debulhada em pouco mais de 150 sextilhas.

Folheto convencional, 11 x 16 cm, com 40 páginas. Edições E. Macedo.