20 de janeiro de 2015

O MONGE DO PÍFANO E O PODER DA MÚSICA


Frei Benedito vivia numa pequena comunidade camponesa no meio da caatinga, onde, a despeito do impiedoso clima semi-árido, prosperavam o cultivo agrícola e a criação de animais.  O segredo da fartura do lugar era o olho d'água que existia nas terras dos monges, do qual desfrutavam clérigos e leigos, sem restrições. Além de frade, Benedito era pastor e possuía um pífano que utilizava para tanger seus animais, cuja música que dele emanava exercia peculiar influência sobre a natureza e as pessoas do vilarejo, que gozava de grande harmonia e tranquilidade. Porém, para o azar de todos, um prior foi enviado ao monastério para dirigi-lo e, com diabólico egoísmo, resolveu cobrar pela água que nascia nas terras monacais. Seu nome era Frei Cabriz e ele estava decidido a construir uma barragem, sendo que, para isto, contaria com a ajuda do diabo em pessoa!

Muito embora o sertão brabo
Se apresente impiedoso
Com seus tabuleiros ermos
E seu solo pedregoso,
O menor vestígio d’água
Transfigura-o abastoso.

No lugarejo Pedreira,
Sito em meio a carrascais,
Entre serrotes maciços,
Abundavam animais,
Criações, muita forragem,
Roçados e milharais.

Os sertanejos de lá
Para si bem produziam
E o excedente de tudo
De bom grado conduziam
Ao mosteiro do lugar
Ao qual muito bem queriam.

Pois que as terras monacais
Um olho d’água encerravam.
Perene manancial
Do qual todos desfrutavam:
Bebiam, davam aos bichos
E as culturas irrigavam.

(...)

Descubra o desfecho desta história lendo o "Monge do pífano e o poder da música", cordel de Eduardo Macedo inspirado por conto de Jean de Quercy, editado pela Magazine Gibi com apoio da Editora Luzeiro.

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