17 de outubro de 2013

A GESTA DO TOURO CORTA-CHÃO


A "Gesta do touro Corta-Chão". O novo Cordel do autor traz a história do barbatão Corta-Chão, indomável touro da fazenda Laje Branca e suas pelejas com os maiores vaqueiros da região, destacando-se, entre eles, o implacável João Vaqueiro. Em suas pouco mais de duzentas estrofes, a gesta de gado traz histórias de vaqueiros, corridas quase intermináveis e batalhas encouradas, numa narrativa dinâmica e cheia de movimento.

A publicação, em formato de folheto grande, conta com apresentação do escritor, ilustrador, pesquisador e cordelista, Arievaldo Viana (saiba mais sobre ele em www.acordacordel.blogspot.com).


Introdução do Cordel, em martelo, como costumeiro do autor:

Quantos touros fugiram, enrascados,
Pelas brenhas de matas espinhentas?
Quantas pegas não findaram sangrentas,
Fatais a acossadores e acossados?
Quantos vaqueiros, bois e seus reinados,
Esvaíram-se sem deixar memória
E seus feitos de bravura e de glória
Não sumiram com suas curtas vidas?
Incontáveis gestas foram perdidas
Por entre as cegas lacunas da história.

Mas por força dos brados aboiados
E dos berros de fúria bestial,
Reverberam no sertão abissal
Ecos destas pelejas, preservados.
Em canções e poemas transformados
Perduraram alguns bois e vaqueiros,
Dando ao povo o brio dos seus guerreiros,
Dentre os quais vêm o touro Corta-Chão
E o inclemente cavaleiro João,
Dois dos mais bravos seres catingueiros.

Adquira seu exemplar aqui:


29 de julho de 2013

CÉREO - MINICONTO DE EDUARDO MACEDO


Imagem

Na edição de número 37 da Revista Samizdat, o "conto encruado" Céreo, de Eduardo Macedo. Leia em http://www.scribd.com/fullscreen/156794893?access_key=key-2a3iwzji029ep75giil4&allow_share=true.

A Samizdat (www.revistasamizdat.com) foi criada pelo escritor Henry Alfred Bugalho, com o intuito de publicar crônicas, poemas e contos lusófonos de autores consagrados e de jovens escritores amadores, entusiastas e profissionais.

11 de julho de 2013

O DIABO DE BATISTA



No "Embolador que faliu Satanás" Batista, o condenado repentista, desce ao inferno e se depara com um Diabo neoliberal, empolgado com a globalização econômica.

– Minha caldeira tem fome;
Abasteçamos, então!
Quero o inferno produzindo
A todo vapor, senão
As metas não bateremos
E também não quebraremos
Recordes de produção.

O demônio àquela altura
Estava muito empolgado
Com a moderna política
Do mundo globalizado
E viu a neoliberal
Doutrina como ideal
Para expandir seu reinado.

Transformou logo, de início,
A velha repartição
Infernal na mor indústria
Do terror e da aflição.
Visando somente usura
Enxugou sua estrutura –
Só pensava em demissão.

Traçava gráficos mil
E curvas de eficiência,
Índices de produção,
Metas pra sua gerência.
Fez a privatização
Sem convocar reunião;
Assumiu a presidência.

Trecho do Cordel "O embolador que faliu Satanás". Saiba mais clicando aqui.

9 de julho de 2013

9 de maio de 2013

ESTROFE SOLTA - MARTELO

Estão todos de cér'bros encruados,
De tal forma que soam quais chocalhos
As cabeças ocas, seus atos falhos,
Com idéias e ideais alquebrados.
Proliferam valores deturpados
Travestidos de luzes libertárias,
Estocados por lanças reacionárias
Que marcham detrás dum roto estandarte;
Matéria igual, qualquer que seja a parte,
Distas vozes cantando as mesmas árias.

21 de abril de 2013

PROGRAMA "AUTORES E IDEIAS" - RÁDIO FM ASSEMBLÉIA


Entrevista com o autor Eduardo Macedo, com Lilian Martins, no Programa "Autores e ideias", Rádio FM Assembléia, Fortaleza - CE.

12 de março de 2013

ADEUS A JOÃO FIRMINO CABRAL

Adeus a João Firmino Cabral

Coletânea em homenagem a João Firmino Cabral, lançada pela Tupynanquim Editora. Contribuíram com sua lira os poetas Klévisson Viana, Marco Haurélio, Mestre Azulão, Paiva Neves, Eduardo Macedo, Arievaldo Viana, Fábio Sombra, Rouxinol do Rinaré, Evaristo Geraldo, Guaipuan Vieira, Paulo de Tarso, Pardal, Vânia Freitas, entre outros.

Versos de Eduardo Macedo:

Partiu Firmino Cabral
Aos céus neste fevereiro
Do ano de dois mil e treze.
Foi poeta brasileiro,
E teve como mentor
Manoel, cujo valor
Identificou primeiro.

Do pai, bem antes D'Almeida,
Já vinha sua influência:
Pedro Firmino Cabral,
Repentista de ciência.
No interior sergipano
Foi cantador soberano,
Versejou com excelência.

Com os folhetos de feira
Desenvolveu a leitura
E tornou-se um expoente
Desta tão rica cultura.
Hoje é grande menestrel
Consagrado, do Cordel
Indispensável figura.

Que outra banca seja aberta
Na entrada do firmamento
Pra que os bem-aventurados
Que alcançarem salvamento
Recebam de João Cabral
Alimento espiritual,
Sagrado entretenimento!

7 de março de 2013

NO PROGRAMA CEARÁ DIVERSO


Programa Ceará Diverso, da TV Verde Vale, apresentado por Vandinho Pereira. Eduardo Macedo conversa um pouco sobre o livro "O Boi Morre-Não-Morre e os Primeiros Folhetos".

3 de março de 2013

NO PROGRAMA PAPO LITERÁRIO


Mônica Silveira entrevista o poeta e xilógrafo, Eduardo Macedo, no programa Papo Literário, da TVC.

26 de janeiro de 2013

REI DE IMBURANA-DE-CHEIRO - EMBOLADOR



Se tem verso, tem gravura;
Se tem gravura, tem verso.
Entalhando não converso,
Se imagino uma figura
Vou cortando. Na fundura
Do corte brota uma rima,
Pendulando, bem em cima,
Nasce uma flor tão formosa,
Também verso, mote e glosa
Da mesma matéria-prima.

15 de janeiro de 2013

NO RASTRO DA BESTA



No rastro da postagem anterior, informo que saiu a primeira edição da Revista Trivial. Trata-se duma publicação digital dedicada à divulgação de trabalhos de artistas locais e nacionais, abrangendo poesia, crônicas, artes plásticas e visuais. Idealizada por Pedro Torres, veículo extremamente interessante ao cenário independente. Uma das matérias da revista traz uma crônica construída com trechos de poemas de minha autoria: "Poesia em tempos de seca - o Boi-Morre-Não-Morre".

Boa leitura! Acesse aqui: http://pt.calameo.com/read/0019505556a97abcfbce2.

14 de janeiro de 2013

A "BESTA ESTURRICADA" - DECLAMAÇÃO

Poema "A Besta Esturricada", de Eduardo Macedo. Declamação do autor com fundo musical do Quinteto Armorial, música "Rasga". Ouça aqui: http://snd.sc/1hUipnV.